domingo, 12 de dezembro de 2010

Defendendo o espírito (arruaceiro) carioca

Quase um ano sem me manifestar e volto aqui para expressar minha revolta tosca (como sempre).

Agora é com um taxista torcedor (doente) do Fluminense. Já viram algum taxista não reclamar de rua sendo fechada, de multidão na rua, de dia de jogo de futebol? Pois é, hoje eu tive o desprazer de ver um.

Entrei no taxi para ir do Estácio para a Urca, o caminho mais curto é passar pelo Túnel Santa Bárbara e seguir pela Pinheiro Machado até Botafogo. Tudo começou com ele dizendo que talvez fosse melhor não pegar o Santa Bárbara, por que a Pinheiro Machado poderia estar fechada pois ia haver uma festa no Fluminense por conta da vitória no campeonado. Aí eu fiquei momentaneamente revoltada, por que se assim fosse, eu teria que desviar 2 Km na minha rota e eu estava de taxi. Isso apenas saiu na forma de "Que absurdo!" O cara se sentiu ofendido, começou a falar de um jeito já não tão tranqüilo "Ah, mas é por que a gente quer comemorar", começando, o que na idéia geral seria um "É por causa de mocréias chatas que nem você que o Rio não é perfeito". Apenas falei, antes de entrar no túnel, de como a Pinheiro Machado era uma rua de muito trânsito para ser fechada assim, mesmo num sábado. Ele começou a insistir na idéia de que os cariocas são assim (como se eu mesma não fosse carioca) de que as pessoas são alegres, gostam de festejar...
Bem, de qualquer maneira, eram 9:20 da manhã e ele achava que a rua já estaria fechada e que já teria "um monte de gente lá". Para a satisfação de meu dinheiro praticamente contado para pagar aquela corrida, não foi isso que ocorreu. Não deixei de notar um ar de surpresa ligeiramente frustradado do motorista, quando se deu conta de que não havia ninguém por lá ainda.
Ele perguntou se eu não comemorava carnaval, meio que tentando embasar que, se eu posso pular carnaval, deveria não me importar de ter que passar pelo transtorno fora de época do fechamento daquela rua. Disse que eu não deveria ser tão séééria assim e se preocupar demais (com coisas como gente fazendo bagunça e atrapalhando meu dia) e que na verdade um cara havia sido atropelado numa comemoração anterior. De qualquer maneira, tentei explicar minha preocupação, pois o Rio está um caos para se andar, mas ele começou a me criticar e praticamente me chamar de anticarioca. Disse que o Rio era uma cidade maravilhosa, que todos os turistas queriam vir pra cá, que "madames" que viajam o mundo dizem que não há lugar melhor que o Rio. Bem, porcos são felizes até rolando na lama... (como a que se formou aqui domingo passado, dia da vitória deles). Não sei que Rio de Janeiro é esse em que ele vive onde tudo é maravilho e não se tem problemas (sérios), que é composto de Ipanema, Copacabana e o Corcovado, ignorando Zona Norte e Zona Oeste.

Ele tomou como pessoal, como se eu quisesse impedí-los de festejar (após taaantos anos :P). Acho que ele estava muito ansioso com a comemoração, meio que queria estar lá o mais rápido possível, sei lá, até me perguntei se ele não estava bêbado da maneira que ele estava tão ...
a beira de um estado delirante.

Eu juro que foi de maneira quase acidental que respondi a ele, por que é de minha natureza ficar batendo boca com gente louca (ou coisa pior: fanática). Mas fiquei pasma depois que parei pra pensar: Que raio de motorista de taxi é aquele que não fala mal de carnaval, dia de jogo futebol (em que ele está trabalhando) e eventos "surpresas" que ocorrem no Rio, fechando algumas das ruas? Há de tudo nesse mundo...

quarta-feira, 17 de março de 2010

Cidade aTravessa - Nova postagem

Pela imagem do último post não estar aparecendo, eu posto de novo as informações sobre o evento que meu amigo está organizando.