segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Assaltante morto na Haddock Lobo

Segunda-Feira,15 de dezembro 20:00 horas

Ele ainda está lá. Acabei de chegar perto da janela e ver. Já fazem mais de 4 horas que morreu.

Estava eu cochilando à tarde, como costumo fazer no verão. Não ouvi barulho de tiros, mas ouvi uma moto caindo no chão e depois apitos de guarda de trânsito, lembro vagamente de muita gritaria. Mas como aqui é uma rua movimentada e muito barulhenta, eu não dei bola. Quando saí para fazer um lanche é que eu vi o que tinha ocorrido.

Haviam 3 carros da polícia e uma multidão em volta, pude ver o saco preto e a moto caída.

Não podia perder a oportunidade, corri até em casa e peguei a câmera. Realmente estava difícil de fazer fotos, podem até achar pelos meus exemplos que não fiz nenhuma boa, mas minha escolha foi intencional.


Ao longo do caminho cada um ia me contando parte da história e outros iam confirmando.

O defunto era um homem que há uns anos atrás (até mais ou menos uns 3) trabalhou como flanelinha em frente ao Banco Bradesco. Não se sabe há quanto tempo estava fazendo isso, e se no caso a idéia partiu dele ou do outro. Fato é que a mãe do homem chorou tanto quando encontrou o filho morto que uma senhora que mora no nono andar de um dos prédios conseguiu ouvir.

Segundo o jornal O Dia on-line:

Foi identificado como Valter Rodrigues o assaltante baleado e morto na tarde desta segunda-feira na Rua Haddock Lobo, na Tijuca, Zona Norte da cidade.

O bandido foi atingido durante troca de tiros com policiais na altura do número 409. Ele era acusado de praticar a chamada "saidinhas de banco" no bairro.

Policiais perceberam a ação de Valter e de um comparsa na Tijuca e iniciaram a ação. Houve troca de tiros e o assaltante foi atingido. O outro suspeito conseguiu escapar.

Fico pensando na tal ação dos policias. Essa rua é extremamente movimentada!!! Realmente não vi a ação, mas e se esse tiro pega em outra pessoa?

O outro, que ficou ferido me disseram que ameaçou um taxista com a arma e fugiu (alguns dizem que com o dinheiro).

Me lembro dele vagamente, me lembro que não ia muito com a cara dele, nada que pudesse afirmar com certeza... Não costumo ir com a cara das pessoa sque ficam na rua, dequalquer forma. Não sei se na época em que era flanelinha ele já tinhas aspirações de bandido, mas ao que me parece, não deve ter sido nada fácil a vida dele, ainda por cima para acabar assim.

Quem o conhecia de vista, ficou compadecido da situação e preferiram não julgar, a não ser pra dizer que foi uma escolha ruim de caminho.

Mas há quem vá pensar: Bem feito.

...

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